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terça-feira, 16 de agosto de 2011

historia da Biologia


INTRODUÇÃO
Com base o nosso tema “A Historia da Biologia”, uma vez que as reflexões sobre o fenómeno da vida, sua origem e processos, emergiram em várias civilizações e culturas, ao longo do tempo histórico. Em um primeiro momento, o objectivo do homem em obter conhecimento sobre o mundo natural, voltava-se ao desenvolvimento de técnicas que garantissem sua sobrevivência.[1] Nos seus primórdios, o ser humano aprendeu a utilizar as plantas e os animais em seu proveito. Aprendeu a evitar plantas venenosas e como tratar os animais. E ao observar o comportamento destes últimos, pode adotar técnicas decaça. Partindo também dos conhecimentos acerca da utilidade e da época de frutificação de diversos vegetais, desenvolveu a agricultura, aprendendo assim, a garantir, de maneira mais regular e segura o sustento das comunidades.




















DESENVOLVIMENTO
A Historia da Biologia
As primeiras pesquisas biológicas foram realizadas a olho nu, em 400 A.C pelo estudioso Hipócrates, conhecido como o pai da medicina que descreveu doenças comuns, concedendo as causas às dietas e outros problemas físicos. 
Mas foi na Grécia que a biologia deu uma arrancada, graças ao filósofo Aristóteles. Ele chegou à conclusão de que a observação cuidadosa era a forma mais imprescindível para estudar a Biologia. 
E até o século I D.Ca maneira que Aristóteles definiu foi sendo estudada, até que o romano Galeno descobriu que só a observação atenciosa não bastava para estudar a Biologia. E ele se dedicou para compreender o funcionamento dos órgãos dos animais. Através de observações era praticamente impossível que ele descobrisse como o sangue circulava pelo corpo e voltava para o coração. Foi aí que ele fez uma suposição, que durante 1.500 anos foi instruída, uma suposição que foi descoberta que era falsa no século XVII, quando o inglês William Harvey mostrou a verdadeira teoria. 

        Na Idade média, as pesquisas cientificas ampliaram de uma maneira que a biologia começou a ganhar forças. Lineu deu continuidade a teoria de Aristóteles, criando novas categorias de espécie, gênero, ordem, classe e reino, e um sistema de nomenclatura dos seres vivos, que ainda é usado. 
No século XVII, é inventado o microscópio, e no inicio do século XIX a teoria celular se formulou por Schleiden e Schwann. Mas com o microscópio óptico não era possível visualizar detalhes da célula, e só alguns anos mais tarde com a invenção do microscópio eletrônico é que estruturas subcelulares foram descobertas. 
              Com a evolução do microscópio ficou mais fácil descobrir outros mistérios, em 1954 foi desvendada a dupla hélice do DNA e do código genético, fato que marcou o início da biologia molecular e da genética experimental.






ANTIGUIDADE
Na Mesopotâmia, sabia-se que o pólen podia ser utilizado para fertilizar plantas. Elementos do mundo vivo eram já utilizados como objetos de comércio em 1800 a.C., durante o períodoHammurabi, especialmente as flores. Os povos orientais já tinham conhecimento do fenômeno da polinização em palmeiras e do fenômeno do dimorfismo sexual em várias espécies vegetais.
Na Índia, textos descreviam variados aspectos da vida das aves. No Egipto, a metamorfose de insectos e anfíbios eram descritos. Egípcios e babilonios detinham um conhecimento apreciável da anatomia e fisiologia de diversas formas de vida. Na Mesopotâmia, animais eram mantidos no que hoje podemos considerar como um dos primeiros jardins zoológicos.
(jardins botânicos: babilônia)

No Egipto, o conhecimento anatômico que aquele povo adquiriu sobre a anatomia do corpo humano e de outros animais, ficou registrado em baixos relevos e papiros . Estes eram utilizados na prática do embalsamento, pois a mesma requeria um amplo conhecimento do corpo humano. No entanto, durante este período, a superstição estava, quase que invariavelmente, associada ao conhecimento objetivo. Na Babilónia e Assíria, órgãos de animais eram usados para prever o futuro, e no Egipto, uma grande dose de misticismo envolvia a prática médica.
Durante o período greco-romano, os estudiosos começam a dar mais ênfase e utilização a métodos racionalistas.
Aristóteles tornou-se, na Antiguidade clássica, um dos mais influentes e importantes naturalistas. Atingiu tal estatuto, fruto do seu apurado trabalho de observação da natureza, sobretudo no que diz respeito ao comportamento e características dos animais e plantas. Desenvolveu um trabalho relacionado com a categorização dos seres vivos, tendo sido o primeiro a formular um sistema de classificação, baseado na distinção entre animais com sangue e animais sem sangue. Constatou a existência de órgão homólogos e análogos em vários grupos de seres vivos. O seu trabalho foi de tal modo importante, que a sua influência e idéias perduraram durante séculos.



O sucessor de Aristóteles, Teofrasto, foi o autor de inúmeros trabalhos sobre botânica (Historia Plantarum) que sobreviveram como sendo os mais importantes contributos para esta área até à Idade Média.
Na Roma Antiga, Plínio, o Velho elabora um compêndio, o Naturalis Historiae, sobre todo conhecimento sobre historia natural registrado até aquele momento. Posteriormente, mas ainda em Roma, Galeno tornou-se num pioneiro nas áreas da medicina e anatomia.

Idade Média

A Idade Média é por muitos considerada como a idade das trevas, no que também diz respeito ao avanço do conhecimento científico. No tangente às ciências biológicas, poucos avanços foram feitos neste período. 
No mundo árabe, grande parte da literatura da Grécia Antiga, incluído as obras de Aristótles, foram traduzidas e desta forma este conhecimento permaneceu preservado. Alguns pensadores árabes adicionaram às observações de Aristóteles alguns conhecimentos produzidos através da experimentação. De particular relevo encontra-se o trabalho de al-Jahiz (776-869): Kitab al Hayawan (Livro dos animais). Nesta obra, o autor discorre sobre variados assuntos, entre os quais há que frisar os que dizem respeito à organização social de insectos (especialmente formigas), à psicologia e comunicação animal. Parte da obra sobreviveu até aos nossos dias, encontrando actualmente numa biblioteca em Milão.
Durante o século XIII, Alberto Magno escreveu De Vegetabilis et Plantis e De animalibus(por volta de 1260). Este autor deu especial relevância à reprodução e sexualidade das plantas e animais. Na primeira obra, há a destacar a diferenciação entre plantas monodicotilodôneas e dicotiledôneas e entre plantas vasculares e não vasculares. mesmo sendo um arisótélico, Alberto Magno adotou uma atitude crítica, quanto as afirmações de Aristóteles. Chegou a afirmar que O objectivo da ciência natural não é simplesmente aceitar as afirmações de outros, mas investigar as causas que operam na natureza. Chegou a dedicar um capítulo inteiro, numa de suas obras, ao que ele chamou de erros de Aristóteles. Tal como Roger Bacon, seu contemporâneo, Alberto Magno estudou intensivamente a natureza, utilizando de modo intensivo o método experimental. Em De vegetabilis relata que:A experimentação é o único meio seguro em tais investigações. Em termos do estudo da botânica, os seus trabalhos são comparáveis, em importância aos de Teofrasto. Alberto Magno era um [Doutor da Igreja], tendo como objetivo cognitivo de sua prática como historiador natural, o desvendamento do plano divino, que deveria se manifestar por todo o mundo natural. Compreender este mundo natural era compreender o plando divino. Este tipo de posicionamento de Magno, comprova a inexistência de um conflito entre ciência e religião no trabalho de um prolífico naturalista.
Talvez o principal legado da Idade Média para o avanço do conhecimento científico na área das ciências biológicas tenha sido o estabelecimento de inúmeras universidades que funcionaram como embriões do pensamento e método científico à serem impostos pela, posterior revolução científica promovida pelos trabalhos de Galileu e Newton. Na Europa foram fundadas as primeiras universidades por volta de 1200 (Paris, Bologna e Oxford). Muitos documentos gregos e árabes começaram a ser traduzidos, produzindo avanço em várias áreas do conhecimento, inclusive a Biologia e a Medicina.

Renascença
Garcia da Orta estudou a aplicação medicinal das plantas, conhecimento que deixou na sua obra Colóquios dos Simples e Drogas das Cousas Medicinais da Índia

 

Termos Moderno

Século XVII e Século XVIII

Em 1628, William Harvey demonstra a dinâmica da circulação do sangue e que estes é bombeado pelocoração. Com a utilização do microscópio por Antony van Leeuwenhoek, por volta de 1650, um novo mundo se abre para os naturalistas: o mundo microscópico.
Em 1658, Jan Swammerdam tornou-se o primeiro a observar eritrócitos, enquanto que Leeuwenhoek, por volta de 1680, observou pela primeira vez protozoários e bactérias.
Durante os séculos XVII e XVIII, grande ênfase foi dada à classificação, nomeação e sistematização dos seres vivos. O expoente máximo desta actividade foi Lineu. Em 1735 publicou o seu sistema taxonómico, baseado nas semelhanças morfológicas entre seres vivos e na utilização de uma nomenclatura binominal (nomes científicos) em latim.
(focar: importância dos descobrimentos) (novamente: jardins botânicos) (exploradores)
A descoberta e descrição de novas espécies tornou-se nessa época, uma empreitada generalizada no meio dos historiadores naturais.

 

 

 

Século XIX

Apesar de iniciar seus trabalhos no século XVIII, Lamarck expoêm sua teoria transformista em um discurso proferido em 1800 e de forma mais elaborada em 1809, em sua obra "Filosofia Zoológica". Por não apresentar um mecanismo evolutivo viável, sua teoria recebeu pouca aceitação.
Da mesma forma que Lamarck, Georges Cuvier inicia seus trabalhos, ainda no século XVII, mas a maior parte de sua produção se daria no primeiro quarto do século XIX, influenciando toda a geração de naturalistas do período pré-darwiniano. Após comprovar o fenômeno da extinção Georges Cuvier formulou as leis da Anatomia Comparada, possibilitando assim, as reconstruções paleontológicas. Através destas reconstruções, os seres extintos, somente encontrado na forma fóssil, poderiam compor, juntamente com os viventes, um único sistema de classificação, que abrangeria toda a História Natural do Globo ao longo do tempo. Este expansão dos limites do tempo, além da possibilidade de se visualizar sequencias evolutivas através de comparações entre espécies reconstruidas paleontologicamente, foram o legado de Georges Cuvier, um fixista, para a biologia evolutiva.[2].
Em 1833, foi sintetizada artificialmente a primeira enzima (diastase): uma nova ciência, a bioquímica, começa a dar os primeiros passos.
Em 1839 Mathias Schleiden e Schwann propõem a sua teoria celular, que estabelecia a célula como unidade básica de constituição dos organismos e que as mesmas eram produzidas por céluals pré-existentes.

Por volta de 1850, a teoria miasmática da doença foi ultrapassada pela nova teoria germinal da doença. O método antiséptico tornou-se prática usual na actividade médica.
Após realizar a circunavegação a bordo do H.M.S.Beagle(1831-1836) o naturalista britânico Charles Darwin, retorna a Inglaterra e produz diversos trabalhos nas áreas da Geologia e da História Natural. Através das reconstruções paleontológicas dos espécimes coletados naquela viagem e de estudos na área da Anatomia Comparada, além das observações sobre o meio ambiente (orgânico e inorgânico)Darwin passou a elaborar sua teoria evolutiva. passou vinte e dois anos preparando um "Grande Livro" sobre o assunto, quando recebeu um estudo enviado pelo jovem naturalista Alfred Russel Wallace, que também versava sobre mecanismos evolutivos. Aconselhado pelo geólogo Charles Lyell e pelo botânicoJoseph Hooker, Darwin submeteu seu trabalho sobre Seleção Natural, juntamente com o estudo de Wallace, para ser lido em sessão da Linnean Society of London (1858). No ano seguinte Charles darwin pubicava sua grande obra A Origem das Espécies(1859) na qual descreve a selecção natural como mecanismo primário da evolução. Esta teoria se desenvolveu no que é agora considerado o paradigma central para explicação de diversos fenômenos na Biologia
Em 1866, a genética dá os seus primeiros passos graças ao trabalho de um monge austríaco, Gregor Mendel. Nesse ano, formulou as suas leis da hereditariedade. No entanto, o seu trabalho permaneceu na obscuridade durante 35 anos.
Por volta de 1880, Robert Koch introduziu métodos para fazer crescer culturas puras de microorganismos, utilizando placas de Petri contendo ágar e nutrientes específicos. A disciplina da bacteriologia começava assim a tomar forma. Introduziu também aquilo a que se viria a chamar de postulados de Koch, permitindo através da sua utilização, à determinação concreta que um microorganismo provoca umadoença específica.
A geração espontânea, crença que afirmava a possibilidade de poder aparecer vida a partir de matéria não viva, foi finalmente desacreditada por via de experiências levadas a cabo por Louis Pasteur.
O citologista Walther Flemming, em 1882, tornou-se no primeiro a demonstrar que os estágios diferenciados da mitose não eram fruto de artefactos de coloração das lâminas para observação microscópica. Assim, estabeleceu-se que a mitose ocorre nas células vivas e para além disso que o número cromossómico duplicava em número mesmo antes da célula se dividir em duas. Em 1887, August Weismannpropôs que o número cromossómico teria pois que ser reduzido para metade, no caso das células sexuais (gametas). Tal proposição tornou-se facto quando da descoberta do processo da meiose.

Século XX

No início do século XX, em 1902, o cromossomo foi identificado como a estrutura que aloca os genes. Desta forma, o papel central dos cromossomas na hereditariedade e nos processos de deselvolvimento foi estabelecido. O fenómeno de linkage genético e a recombinação de genes em cromossomas durante a divisão celular foram explorados, em particular por Thomas Hunt Morgan, através de organismo modelo: a drosophila melanogaster.
Entre as décadas de trinta e quarenta, através de diversos trabalhos, nas áreas da zoologia, paleontologia, genética de populações e etc., foi proposta uma síntese entre a teoria da Seleção Natural e a Genética. Esta ficou conhecida como a Moderna Síntese Evolutiva, Nova Síntese Evolutiva ou Neodarwinismo. Por passar a orientar os trabalhos da Biologia, concomitante ao aporte de dados que as pesquisas biológicas passaram a lhe proporcionar, a Moderna Sintese Evolutiva, pode ser considerado como o paradigma das ciências biológicas.[3]
Oswald Avery, em 1943, mostrou concludentemente que era o DNA e não as proteínas, que compunham material genético dos cromossomos. Em 1953, James Watson e Francis Crick demonstraram o funcionamento e a estrutura em dupla hélice do DNA . A natureza do código genético foi experimentalmente desvelada a partir do trabalho de Nirenberg, Khorana e de outros, no final da década de 50. Esta última descoberta aliada à descoberta da primeira enzima de restrição em 1968 e da técnica de PCR em 1983, proporcionaram o impulso da ciência a que hoje damos o nome de biologia molecular.
Em 1965, foi demonstrado que células normais em cultura dividiam-se apenas um número limitado de vezes (o limite de Hayflick), envelhecendo e morrendo depois. Por volta da mesma altura, descobriu-se que as células-tronco eram uma excepção a esta regra e começou-se o seu estudo exaustivo. O estudo das células-tronco totipotentes começou a ser crucial para se entender a biologia do desenvolvimento, levando também à esperança de aparecimento de novas aplicações médicas de importância relevante. O estudo dos organismo, da sua reprodução e da função dos seus órgãos, passou a ser efectuado no nível molecular. O reducionismo constituitivo na análise dos processos biológicos voltados ao funcionamento dos organismos, tornava-se cada vez mais triunfante e promissor. Mesmo os processos de classificação científica dos organismos, especialmente a cladística, passou a utilizar dados moleculares como as sequências de DNA e RNA como caracteres a ter em conta.
Nos meados da década de 80, como consequência do trabalho pioneiro de Woese (sequenciação RNA ribossomal do tipo 16S), a própria árvore da vida tomou nova forma. De uma classificação em dois domínios, passou-se a uma classificação em três domínios: Archaea,Bacteria e Eukarya.







CONCLUSÃO
Depois de algumas investigações cientificas sobre a Historia da Biologia concluímos que, a partir de 1983, com a descoberta dos genes homeobox, muitos dos processos de morfogénese dos organismos, do ovo até ao adulto, começaram a ser descobertos, começando pela mosca-da-fruta, passando por outros insectos e animais, incluindo o Homem. Estas descobertas também levaram a alguns teóricos elaborar um "Segundo Pilar" para a teoria evolutiva vigente, a qual não consegue explicar algumas questões concernentes à restrições e direcionamentos evolutivos, que se apresentam na filogenia de diversas espécies. Esta teoria complementar é conhecida como Biologia Evolutiva do Desenvolvimento, Biologia Evolucionária Desenvolvimental ou simplesmente Evo-Devo.
Apesar do processo de clonagem em plantas já ser conhecido há milénios, somente em 1997 o primeiro animal, a ovelha Dolly, foi clonado através do processo de transferência de um núcleo de célula somática para o citoplasma de um ovócito anucleado (processo de transferência nuclear). Poucos anos mais tarde, outros mamíferos foram clonados pelo mesmo método: cães, gatos e cavalos.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Humanismo

Humanismo é a filosofia moral que coloca os humanos como principais, numa escala de importância. É uma perspectiva comum a uma grande variedade de posturas éticas que atribuem a maior importância à dignidade, aspirações e capacidades humanas, particularmente a racionalidade. Embora a palavra possa ter diversos sentidos, o significado filosófico essencial destaca-se por contraposição ao apelo ao sobrenatural ou a uma autoridade superior.[1][2] Desde o século XIX, o humanismo tem sido associado ao anti-clericalismo herdado dos filósofos Iluministas do século XVIII. O termo abrange religiões não teístas organizadas, o humanismo secular e uma postura de vida humanista.[3]
Humanistas famosos são entre outros Gianozzo Manetti, Marsílio Ficino, Erasmo de Roterdão, Carlos Bernardo González Pecotche, Francesco Petrarca, François Rabelais, Pico de La Mirandola, Thomas Morus, Andrea Alciati, Auguste Comte.
Índice [esconder]
1 Vertentes do Humanismo
2 Escola Literária
3 Referências
4 Ligações externas
[editar]Vertentes do Humanismo

O humanismo marxista é uma linha interpretativa de textos de Marx, geralmente oposta ao materialismo dialético de Engels e de outras linhas de interpretação que entendem o marxismo como ciência da economia e da história.
É baseado nos manuscritos da juventude de Marx, onde ele critica o idealismo Hegeliano que coloca o ser humano como um ser espiritual, uma autoconsciência. Para Marx o ser humano, é antes de tudo um ser natural, assim como já havia dito Feuerbach, mas, diferentemente deste, Marx considera que o ser humano, diferente de todos os outros seres naturais, possui uma característica que lhe é particular, a consciência, que se manifesta como saber. Como nos diz Salvatore Puledda a respeito disso em seu livro "Interpretaciones del Humanismo", "Através de sua atividade consciente o ser humano se objetiva no mundo natural, aproximando-o sempre mais de si, fazendo-o cada vez mais parecido com ele: o que antes era simples natureza,agora se transforma em um produto humano. Por tanto, se o homem é um ser natural, a natureza é, por sua vez, natureza humanizada, ou seja, transformada conscientemente pelo homem."
Os humanistas seculares, como o nome indica, são mais racionalistas e empiristas e menos espirituais; são geralmente associados a cientistas e acadêmicos, embora a filosofia não se limite a esses grupos. Têm preocupação com a ética e afirmam a dignidade do ser humano, recusando explicações transcendentais e preferindo o racionalismo. São ateus ou agnósticos. Cerca de 54% dos Universalistas Unitários baseiam suas crenças no humanismo.
Os humanistas religiosos acham que o humanismo secular é friamente lógico demais e são mais espirituais, alguns chegando a ser deístas. São ocasionalmente associados a artistas e cristãos liberais.
O humanismo renascentista propõe o antropocentrismo. O antropocentrismo era a idéia de "o homem ser o centro do pensamento filosófico", ao contrário do teocentrismo, a idéia de "Deus no centro do pensamento filosófico". O antropocentrismo surgiu a partir do renascimento cultural.
O humanismo positivista comtiano afirma o ser humano e rejeita a teologia e a metafísica. A forma mais profunda e coerente do humanismo comtiano é sua vertente religiosa, ou seja, a Religião da Humanidade, que propõe a substituição moral, filosófica, política e epistemológica das entidades supranaturais (os "deuses" ou as "entidades" abstratas da metafísica) pela concepção de "Humanidade". Além disso, afirma a historicidade do ser humano e a necessidade de uma percepção totalizante do homem, ou seja, que o perceba como afetivo, racional e prático ao mesmo tempo.
O humanismo logosófico propõe ao ser humano a realização de um processo de evolução que o leve a superar suas qualidades até alcançar a excelência de sua condição humana. González Pecotche afirmava que o humanismo logosófico "parte do próprio ser sensível e pensante, que busca consumar dentro de si o processo evolutivo que toda a humanidade deve seguir. Sua realização nesse sentido haverá, depois, de fazer dele um exemplo real daquilo que cada integrante da grande família humana pode alcançar".[4]
[editar]Escola Literária

Também há a escola literária chamada Humanismo, que surgiu bem no final da Idade Média (entre o século XV e final do século XVI). Ainda podemos ressaltar as prosas doutrinárias, dirigidas à nobreza. Já as poesias, que eram cultivadas por fidalgos, utilizavam o verso de sete sílabas e o de cinco sílabas. Podemos destacar João Ruiz de Castelo Branco como importante autor de poesias palacianas.[5]

Humanismo

Humanismo é a filosofia moral que coloca os humanos como principais, numa escala de importância. É uma perspectiva comum a uma grande variedade de posturas éticas que atribuem a maior importância à dignidade, aspirações e capacidades humanas, particularmente a racionalidade. Embora a palavra possa ter diversos sentidos, o significado filosófico essencial destaca-se por contraposição ao apelo ao sobrenatural ou a uma autoridade superior.[1][2] Desde o século XIX, o humanismo tem sido associado ao anti-clericalismo herdado dos filósofos Iluministas do século XVIII. O termo abrange religiões não teístas organizadas, o humanismo secular e uma postura de vida humanista.[3]
Humanistas famosos são entre outros Gianozzo Manetti, Marsílio Ficino, Erasmo de Roterdão, Carlos Bernardo González Pecotche, Francesco Petrarca, François Rabelais, Pico de La Mirandola, Thomas Morus, Andrea Alciati, Auguste Comte.
Índice [esconder]
1 Vertentes do Humanismo
2 Escola Literária
3 Referências
4 Ligações externas
[editar]Vertentes do Humanismo

O humanismo marxista é uma linha interpretativa de textos de Marx, geralmente oposta ao materialismo dialético de Engels e de outras linhas de interpretação que entendem o marxismo como ciência da economia e da história.
É baseado nos manuscritos da juventude de Marx, onde ele critica o idealismo Hegeliano que coloca o ser humano como um ser espiritual, uma autoconsciência. Para Marx o ser humano, é antes de tudo um ser natural, assim como já havia dito Feuerbach, mas, diferentemente deste, Marx considera que o ser humano, diferente de todos os outros seres naturais, possui uma característica que lhe é particular, a consciência, que se manifesta como saber. Como nos diz Salvatore Puledda a respeito disso em seu livro "Interpretaciones del Humanismo", "Através de sua atividade consciente o ser humano se objetiva no mundo natural, aproximando-o sempre mais de si, fazendo-o cada vez mais parecido com ele: o que antes era simples natureza,agora se transforma em um produto humano. Por tanto, se o homem é um ser natural, a natureza é, por sua vez, natureza humanizada, ou seja, transformada conscientemente pelo homem."
Os humanistas seculares, como o nome indica, são mais racionalistas e empiristas e menos espirituais; são geralmente associados a cientistas e acadêmicos, embora a filosofia não se limite a esses grupos. Têm preocupação com a ética e afirmam a dignidade do ser humano, recusando explicações transcendentais e preferindo o racionalismo. São ateus ou agnósticos. Cerca de 54% dos Universalistas Unitários baseiam suas crenças no humanismo.
Os humanistas religiosos acham que o humanismo secular é friamente lógico demais e são mais espirituais, alguns chegando a ser deístas. São ocasionalmente associados a artistas e cristãos liberais.
O humanismo renascentista propõe o antropocentrismo. O antropocentrismo era a idéia de "o homem ser o centro do pensamento filosófico", ao contrário do teocentrismo, a idéia de "Deus no centro do pensamento filosófico". O antropocentrismo surgiu a partir do renascimento cultural.
O humanismo positivista comtiano afirma o ser humano e rejeita a teologia e a metafísica. A forma mais profunda e coerente do humanismo comtiano é sua vertente religiosa, ou seja, a Religião da Humanidade, que propõe a substituição moral, filosófica, política e epistemológica das entidades supranaturais (os "deuses" ou as "entidades" abstratas da metafísica) pela concepção de "Humanidade". Além disso, afirma a historicidade do ser humano e a necessidade de uma percepção totalizante do homem, ou seja, que o perceba como afetivo, racional e prático ao mesmo tempo.
O humanismo logosófico propõe ao ser humano a realização de um processo de evolução que o leve a superar suas qualidades até alcançar a excelência de sua condição humana. González Pecotche afirmava que o humanismo logosófico "parte do próprio ser sensível e pensante, que busca consumar dentro de si o processo evolutivo que toda a humanidade deve seguir. Sua realização nesse sentido haverá, depois, de fazer dele um exemplo real daquilo que cada integrante da grande família humana pode alcançar".[4]
[editar]Escola Literária

Também há a escola literária chamada Humanismo, que surgiu bem no final da Idade Média (entre o século XV e final do século XVI). Ainda podemos ressaltar as prosas doutrinárias, dirigidas à nobreza. Já as poesias, que eram cultivadas por fidalgos, utilizavam o verso de sete sílabas e o de cinco sílabas. Podemos destacar João Ruiz de Castelo Branco como importante autor de poesias palacianas.[5]

Gravidez na adolescência

Gravidez na adolescência, como o próprio termo define, consiste na gravidez de uma adolescente. Apesar de a Organização Mundial de Saúde considerar a adolescência como o período de dez a vinte anos na vida de um indivíduo, cada país especifica a idade em que seus cidadãos passam a ser considerados adultos (a chamada maioridade legal) ainda podendo ser influenciados localmente por fatores culturais.
Como fator fundamental para a ocorrencia da gravidez está a ocorrencia da menarca, o primeiro período menstruação, que ocorre próximo aos 12,5 anos, embora este valor varie de acordo com a etnia [1] e peso. A média de idade da ocorrencia da menarca tem e continua diminuido como o passar dos anos. Mesmo a fertilidade levando a gravidez precoce, ainda há uma série de fatores que influenciam, tanto sociais e pessoais. Mundialmente, as taxas de gravidez na adolescência varia entre 143 para 1000 na África sub-saariana, a 2,9 para 1000 na Coréia do Sul.[2][3]
Grávidas na adolescência enfrentam muitas das mesmas questões obstetrícia que as das mulheres entre os 20 e 30 anos.
A gravidez na adolescência envolve muito mais que problemas físicos, existem também problemas emocionais, sociais, entre outros. Com isso, abre-se a problemática da maternidade monoparental que apresenta particular incidência na gravidez adolescente.
É importante que quando diagnosticada a gravidez a adolescente comece o pré-natal, receba apoio da família e do seu contexto social, tenha auxílio e acompanhamento psicológico e obstetra adequados à situação.
A gravidez na adolescência envolve muito mais do que problemas físicos, pois há também problemas emocionais, sociais, entre outros. Uma jovem de 14 anos, por exemplo, não está preparada para cuidar de um bebê, muito menos de uma família. Entretanto, o seu organismo já está preparado para prosseguir com a gestação, já que, à partir do momento da menstruação, a maturidade sexual já está estabelecida.
Outra polêmica, é o de mães solteiras, por serem muito jovens os rapazes e as moças não assumem um compromisso sério e na maioria dos casos quando surge a gravidez um dos dois abandona a relação sem se importar com as consequências. Este é apenas um dos motivos que faz crescer consideravelmente a cada ano o número de pais e mães jovens e solteiros .
Índice [esconder]
1 Taxa de incidência
1.1 África
1.2 Américas
1.3 Ásia
1.4 Europa
1.5 Oceania
2 Ligações externas
3 Referências
[editar]Taxa de incidência



Taxa de adolescentes grávidas por país em 2002.
A taxa de incidência de gravidez na adolescência em 2010 era a seguinte[4]:
[editar]África
País Taxa de nascimentos* País Taxa de nascimentos*
Tunísia 7 Líbia 7
Marrocos 25 Egito
Ruanda 50 África do Sul 120
Quênia 78 Senegal 86
Zimbabwe 92 Nigéria 103
Eritreia 115 Tanzânia 150
Zâmbia 15254 Mali 191
Somália 213 Níger 233.
* a cada 1000 mulheres entre 15 e 19 anos de idade
[editar]Américas
País Taxa de nascimentos* País Taxa de nascimentos*
Argentina 61 Guatemala 111
Bahamas 60 Guiana 67
Barbados 43 Haiti e México 64
Belize 987 Honduras 103
Bolívia 987 Jamaica
Brasil 74
Canadá 98 Nicarágua 135
Chile 46 Panamá 89
Colômbia 80 Paraguai 75
Costa Rica 78 Peru 55
Cuba 65 Porto Rico 63
Equador 69 República Dominicana 93
El Salvador 87 Suriname 42
Estados Unidos da América 53 Trinidad e Tobago 36
Venezuela 95
* a cada 1000 mulheres entre 15 e 19 anos de idade
[editar]Ásia
País Taxa de nascimentos* País Taxa de nascimentos*
Afeganistão 111 Israel 17
Arábia Saudita 38 Japão 4
Armênia 34 Jordânia 27
Azerbaijão 36 Kuwait 31
Bahrain 18 Laos 91
Bangladesh 117 Líbano 25
Brunei 26 Malásia 18
Butão 54 Maldivas 53
Camboja 60 Mianmar 24
Catar 20 Mongólia 54
Cazaquistão 45 Nepal 117
China 5 Oman 66
Chipre 10 Paquistão 50
Coréia do Norte 2 Quirguistão 33
Coréia do Sul 3 Singapura 6
Emirados Árabes Unidos 51 Sri Lanka 22
Filipinas 38 Síria 34
Geórgia 33 Tadjiquistão 25
Índia 45 Tailândia 49
Indonésia 55 Turcomenistão 17
Irã 33 Uzbequistão 54
Iraque 38 Vietnam 21
* a cada 1000 mulheres entre 15 e 19 anos de idade
[editar]Europa
País Taxa de nascimentos* Taxa de abortos* % de mães adolescentes casadas
Suíça 5.5 (não disponível) 61%
Países Baixos 6.2 3.9 35%
Suécia 6.5 17.7 18%
Itália 6.6 6.7 55%
Espanha 7.9 4.9 40%
Dinamarca 8.1 15.4 23%
França 9.3 13.2 15%
Bélgica 9.9 5.2 42%
Grécia 11.8 1.3 80%
Alemanha 13.1 5.3 39%
República Tcheca 16.4 12.4 47%
Irlanda 18.7 (não disponível) 4%
Polônia 18.7 (não disponível) 60%
Portugal 17.4 55.6 85%
Hungria 26.5 30.2 36%
Reino Unido 30.8 21.3 10%
* a cada 1000 mulheres entre 15 e 19 anos de idade
[editar]Oceania
País Taxa de nascimentos*
Austrália 16
Fiji 54
Ilhas Salomão 52
Micronésia 53
Nova Caledônia 31
Nova Zelândia 27
Papua-Nova Guiné 67
Polinésia Francesa 97
Samoa 44
Vanuatu 52
* a cada 1000 mulheres entre 15 e 19 anos de idade

Meio Ambiente

O meio ambiente, comumente chamado apenas de ambiente, envolve todas as coisas vivas e não-vivas ocorrendo na Terra, ou em alguma região dela, que afetam os ecossistemas e a vida dos humanos. È o conjunto de condições, leis, influências e infra-estrutura de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.
O conceito de meio ambiente pode ser identificado por seus componentes:
Completo conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural mesmo com uma massiva intervenção humana e outras espécies do planeta, incluindo toda a vegetação, animais, microorganismos, solo, rochas, atmosfera e fenômenos naturais que podem ocorrer em seus limites.
Recursos e fenômenos físicos universais que não possuem um limite claro, como ar, água, e clima, assim como energia, radiação, descarga elétrica, e magnetismo, que não se originam de atividades humanas.
Na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente celebrada em Estocolmo, em 1972, definiu-se o meio ambiente da seguinte forma: "O meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas."[2]
A Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) brasileira, estabelecida pela Lei 6938 de 1981, define meio ambiente como "o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas". [1]
O ambiente natural se contrasta com o ambiente construído, que compreende as áreas e componentes que foram fortemente influenciados pelo homem.
Índice [esconder]
1 Composição
2 Atividade geológica
3 Água na Terra
3.1 Oceanos
3.2 Rios
3.2.1 Córrego
3.3 Lagos
3.3.1 Lagoa
4 Atmosfera, clima e tempo
4.1 Camadas atmosféricas
4.1.1 Efeitos do aquecimento global
4.2 Clima
4.3 Tempo
5 Vida
6 Ecossistema
7 Biomas
8 Ciclos biogeoquímicos
9 Desafios
10 Referências
11 Ver também
12 Ligações externas
[editar]Composição

Ver artigo principal: Ciências da Terra


As ciências da Terra geralmente reconhecem quatro esferas, a litosfera, a hidrosfera, a atmosfera e a biosfera,[2] correspondentes às rochas, água, ar e vida. Alguns cientistas incluem, como parte das esferas da Terra, a criosfera (correspondendo ao gelo) como uma porção distinta da hidrosfera, assim como a pedosfera (correspondendo ao solo) como uma esfera ativa.
Ciências da Terra é um termo genérico para as ciências relacionadas ao planeta Terra.[3] Há quatro disciplinas principais nas ciêncais da Terra: geografia, geologia, geofísica e geodésia. Essas disciplinas principais usam física, química, biologia, cronologia e matemática para criar um entendimento qualitativo e quantitativo para as áreas principais ou esferas do "sistema da Terra".
[editar]Atividade geológica

Ver artigo principal: Geologia
A crosta da Terra, ou litosfera, é a superfície sólida externa do planeta e é química e mecanicamente diferente do manto do interior. A crosta tem sido gerada largamente pelo processo de criação das rochas ígneas, no qual o magma (rocha derretida) se resfria e se solidifica para formar rocha sólida. Abaixo da litosfera se encontra o manto no qual é aquecido pela desintegração dos elementos radioativos. O processo de convecção faz as placas da litosfera se moverem, mesmo lentamente. O processo resultante é conhecido como tectonismo.[4][5][6] Vulcões se formam primariamente pelo derretimento do material da crosta da zona de subducção ou pela ascensão do manto nas dorsais oceânicas e pluma mantélica.
[editar]Água na Terra



[editar]Oceanos
Ver artigo principal: Oceano
Um oceano é um grande corpo de água salina e um componente da hidrosfera. Aproximadamente 71% da superfície da Terra (uma área de 361 milhões de quilômetros quadrados) é coberta pelo oceano, um contínuo corpo de água que é geralmente dividido em vários oceanos principais e mares menores. Mais da metade dessa área está numa profundidade maior que três mil metros. A salinidade oceânica média é por volta de 35 partes por milhar (ppt) (3,5%), e praticamente toda a água do mar tem uma salinidade de 30 a 38 ppt. Apesar de geralmente reconhecidos como vários oceanos 'separados', essas águas formam um corpo global interconectado de água salina por vezes chamado de Oceano Global.[7][8] Esse conceito de oceano global como um corpo contínuo de água com um intercâmbio relativamente livre entre suas partes é de fundamental importância para a oceanografia.[9] As principais divisões oceânicas são definidas em parte pelos continentes, vários arquipélagos, e outros critérios: essas divisões são (em ordem decrescente de tamanho) o Oceano Pacífico, o Oceano Atlântico, o Oceano Índico, o Oceano Antártico e o Oceano Ártico.
[editar]Rios
Ver artigo principal: Rio


Um rio é um curso de água natural, geralmente de água doce, fluindo em direção a um oceano, lago, mar, ou outro rio. Em alguns poucos casos, o rio simplesmente flui para o solo ou seca completamente antes de alcançar outro corpo de água. Rios pequenos podem ser conhecidos por vários outros nomes, incluindo córrego, angra e ribeiro. Nos Estados Unidos um rio é classificado como curso de água se tiver mais de dezoito metros de largura. A água do rio geralmente está em um canal, formado por um leito entre bancos. Em rios mais largos há também muitas zonas sujeitas a inundações formadas pelas águas de enchente atingindo o canal. Essas zonas podem ser bem largas em relação ao tamanho do canal do rio. Rios são parte do ciclo da água. A água do rio é geralmente coletada da precipitação através da bacia hidrográfica e por reabastecimento da água subterrânea, nascentes e liberação da água armazenada nas geleiras e coberturas de neve.
[editar]Córrego
Ver artigo principal: Correnteza
Um córrego é um corpo de água fluindo com uma corrente, confinado entre um berço de córrego e bancos. Em alguns países ou comunidades um córrego pode ser definido por seu tamanho. Nos Estados Unidos um córrego é classificado como um curso de água se tiver menos que dezoito metros de largura. Córregos são importantes corredores que conectam habitats fragmentados e assim conservam a biodiversidade. O estudo de córregos e caminhos de água em geral é conhecido como hidrologia de superfície.[10] Os córregos incluem angras, os afluentes, que não alcançam um oceano e não se conectam com um outro córrego ou rio, os ribeiros, que são pequenos córregos geralmente originários de uma nascente ou escoam para o mar.
[editar]Lagos
Ver artigo principal: Lago




O lago (do latin lacus) é um acidente geográfico, um corpo de água que está localizado no fundo de uma depressão. O corpo de água é considerado um lago quando está cercado por terra, não faz parte de um oceano, é mais largo e mais profundo que uma lagoa e é alimentado por um rio.
Lagos naturais da Terra são geralmente encontrados em áreas montanhosas, riftes, e áreas com glaciação em andamento ou recente. Outros lagos são encontrados em bacias endorreicas ou ao longo do curso de rios maduros. Em algumas partes do mundo, há muitos lagos por causa do caótico padrão de drenagem deixado pela última Era do Gelo. Todos os lagos são temporários em relação a escalas geológicas de tempo, pois eles são lentamente preenchidos com sedimentos ou são liberados da bacia que os contém.
[editar]Lagoa
Ver artigo principal: Lagoa
Uma lagoa é um corpo de água estagnada, natural ou criada pelo homem, que é geralmente menor que um lago. Uma grande variedade de corpos de água feitos pelo homem podem ser classificados como lagoas, incluindo jardins de água criados para ornamentação estética, lagoas de pesca criadas para reprodução comercial de peixes, e lagoas solares criadas para armazenar energia térmica. Lagoas e lagos podem se diferenciar de córregos pela velocidade da corrente. Enquanto a corrente de córregos são facilmente observadas, lagos e lagoas possuem microcorrentes guiadas termicamente e correntes moderadas criadas pelo vento.
[editar]Atmosfera, clima e tempo





A atmosfera da Terra serve como um fator principal para sustentar o ecossistema planetário. A fina camada de gases que envolve a Terra é mantida no lugar pela gravidade do planeta. O ar seco consiste em 78% de nitrogênio, 21% oxigênio, 1% árgon e outros gases inertes como o dióxido de carbono. Os gases restantes são geralmente referenciados como "trace gases",[11] entre os quais se encontram os gases do efeito estufa como o vapor d'água, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e ozônio. O ar filtrado inclui pequenas quantidades de muitos outros compostos químicos. O ar também contém uma quantidade variável de vapor d'água e suspensões de gotas de água e cristais de gelo vistos como nuvens. Muitas substâncias naturais podem estar presentes em quantidades mínimas em amostras de ar não filtrado, incluindo poeira, pólen e esporos, maresia, cinzas vulcânicas e meteoroide. Vários poluentes industriais também podem estar presentes, como cloro (elementar ou em compostos), compostos de flúor, mercúrio na forma elementar, e compostos de enxofre como o dióxido de enxofre [SO²].
A camada de ozônio da atmosfera terrestre possui um importante papel em reduzir a quantidade de radiação ultravioleta (UV) que atinge a superfície. Como o DNA é facilmente danificado pela luz UV, isso serve como proteção para a vida na superfície. A atmosfera também retém calor durante a noite, assim reduzindo os extremos de temperatura durante o dia.
[editar]Camadas atmosféricas
Ver artigo principal: Atmosfera terrestre
Principais camadas
A atmosfera terrestre pode ser dividida em cinco camadas principais. Essas camadas são determinadas principalmente pelo aumento ou redução da temperatura de acordo com a altura. Da mais alta a mais baixa, essas camadas são:
Exosfera
Termosfera
Mesosfera
Estratosfera
Troposfera
Outras camadas
Ozonosfera
Ionosfera
Homosfera e heterosfera
Camada limite atmosférica
[editar]Efeitos do aquecimento global
Ver artigo principal: Aquecimento global


O perigo potencial do aquecimento global está sendo estudado cada vez mais por um grande consórcio global de cientistas, que estão cada vez mais preocupados com os efeitos em potenciais a longo prazo do aquecimento global em nosso ambiente natural e no planeta. De especial preocupação é como a mudança climática e o aquecimento global causado por antropogênicos, ou liberação de gases do efeito estufa feitos pelo homem, mais notavelmente o dióxido de carbono, podem interagir, e ter efeitos adversos sobre o planeta, seu ambiente natural e a existência humana. Esforços tem sido cada vez mais focados na mitigação dos gases estufa que estão causando mudanças climáticas, no desenvolvimento de estratégias de adaptação para o aquecimento global, para ajudar homens, espécies de animais e plantas, ecossistemas, regiões, e nações em se adequar aos efeitos do aquecimento global. Alguns exemplos de colaboração recente em relação a mudança climática e aquecimento global incluem:


O tratado e convenção da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima sobre Mudança Climática, para estabilizar as concentrações de gases estufa na atmosfera em um nível que iria prevenir uma perigosa interferência antropogênica no sistema climático.[12]
O Protocolo de Quioto, que é o protocolo para o tratado internacional Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, também com o objetivo de reduzir os gases estufa em um esforço de prevenir mudanças climáticas antropogênicas.[13]
A Western Climate Initiative, para identificar, avaliar, e implementar meios coletivos e cooperativos para reduzir os gases estufa na região, se focando em um sistema de mercado em mercado de captação-e-troca.[14]
Um desafio significante é identificar as dinâmicas do ambiente natural em contraste com as mudanças ambientais que não fazem parte das variações naturais. Uma solução comum é adaptar uma visão estática que negligencia a existência de variações naturais. Metodologicamente, essa visão pode ser defendida quando olhamos processos que mudam lentamente e séries de curto prazo, apesar do problema aparecer quando processos rápidos se tornam essenciais no objeto de estudo.
[editar]Clima
Ver artigo principal: Clima
O clima incorpora as estatísticas de temperatura, umidade, pressão atmosférica, vento, chuva, contagem de partículas atmosféricas e muitos outros elementos meteorológicos em uma dada região por um longo período de tempo. O clima pode se opor ao tempo, na medida em que esse é a condição atual dos mesmos elementos em períodos de no máximo duas semanas.
O clima de um local é afetado pela sua latitude, terreno, altitude, cobertura de gelo ou neve, assim como corpos de água próximos e suas correntezas. O clima pode ser classificado de acordo com o valor média e típico de diferentes variáveis, as mais comuns sendo temperatura e precipitação. O método mais usado de classificação foi desenvolvido originalmente por Wladimir Köppen. O sistema Thornthwaite,[15] em uso desde 1948, incorpora evapotranspiração em adição à informação sobre temperatura e precipitação e é usado para estudar no estudo da diversidade de espécies animais e os impactos potenciais das mudanças climáticas. Os sistemas de classificação de Bergeron e o Spatial Synoptic Classification se focam na origem de massas de ar definindo o clima em certas áreas.
[editar]Tempo
Ver artigo principal: Tempo (clima)


Tempo é o conjunto de fenômenos ocorrendo em uma dada atmosfera em um certo tempo.[16] A maioria dos fenômenos de tempo ocorrem na troposfera,[17][18] logo abaixo da estratosfera. O tempo se refere, geralmente, a temperatura e atividade de precipitação no dia-a-dia, enquanto o clima é um tempo para as condição atmosférica média em um longo período de tempo.[19] Quando usado sem qualificação, "tempo" é entendido como o tempo da Terra.
O tempo ocorre pela diferença de densidade (temperatura e mistura) entre um local e outro. Essa diferença pode ocorrer por causa do ângulo do sol em um local específico, que varia de acordo com a latitude dos trópicos. O forte contraste de temperaturas entre o ar polar e tropical dá origem a correntes de ar. Sistemas de temperatura em altitudes medianas, como ciclones extratropicais, são causados pela instabilidade no fluxo das correntes de ar. Como o eixo da Terra é inclinado relativo ao seu plano de órbita, a luz solar incide em diferentes ângulos em diferentes épocas do ano. Na superfície da terra, a temperatura normalmente varia de ±40 °C anualmente. Ao passar de milhares de anos, mudanças na órbita da Terra afetou a quantidade e distribuição de energia solar recebida pela Terra e influenciou o clima a longo prazo.
A temperatura da superfície difere, por sua vez, por causa de diferença de pressão. Altas altitudes são mais frias que as mais baixas por causa da diferença na compressão do calor. A previsão do tempo é uma aplicação da ciência e tecnologia para predizer o estado da atmosfera da Terra em uma determinada hora e lugar. A atmosfera da Terra é um sistema caótico, então pequenas mudanças em uma parte do sistema podem causar grandes efeitos no sistema como um todo. Os homens tem tentado controlar o clima ao longo da história, e há evidências que atividades humanas como agricultura e indústria tenham inadvertidamente modificado os padrões climáticos.
[editar]Vida

Ver artigos principais: Vida, Biologia e Biosfera.




As evidências sugerem que a vida na Terra tenha existido a 3.7 bilhões de anos.[20] Todas as formas de vida compartilham mecanismos moleculares fundamentais, e baseando-se nessas observações, teorias sobre a origem da vida tem tentado encontrar um mecanismo explicando a formação do organismo de célula única primordial de onde toda a vida se originou. Há muitas hipóteses diferentes sobre o caminho que pode ter levado uma simples molécula orgânica, passando por vida pré-celular, até protocelular e metabolismo.
Na biologia, a ciência dos organismos vivos, "vida" é a condição que distingue organismos ativos da matéria inorgânica, incluindo a capacidade de crescimento, atividade funcional e a mudança contínua precedendo a morte.[21][22] Um diverso conjunto de organismos vivos (formas de vida) pode ser encontrado na biosfera da Terra, e as propriedades comuns a esses organismos - plantas, animais, fungos, protistas, archaea e bactéria - são formas celulares baseadas em carbono e água com uma complexa organização e informações genéticas hereditárias. Organismos vivos passam por metabolismo, mantém homeostase, possuem a capacidade de crescimento, responder a estímulo, reprodução e, através da seleção natural, se adaptar ao seu ambiente em sucessivas gerações.[23] Organismos de vida mais complexa podem se comunicar através de vários meios.
[editar]Ecossistema

Ver artigo principal: Ecossistema


Um ecossistema é uma unidade natural consistindo de todas as plantas, animais e micro-organismos (fatores bióticos) em uma área funcionando em conjunto com todos os fatores físicos não-vivos (abióticos) do ambiente.[24]
Um conceito central do ecossistema é a ideia de que os organismos vivos estão continuamente empenhados em um conjunto altamente interrelacionado de relacionamentos com cada um dos outros elementos constituindo o ambiente no qual eles existem. Eugene Odum, um dos fundadores da ciência da ecologia, afirmou: "Any unit that includes all of the organisms (ie: the "community") in a given area interacting with the physical environment so that a flow of energy leads to clearly defined trophic structure, biotic diversity, and material cycles (ie: exchange of materials between living and nonliving parts) within the system is an ecosystem."[25]
O conceito humano de ecossistema é baseado na desconstrução da dicotomia homem / natureza, e na promessa emergente que todas as espécies são ecologicamente integradas com as outras, assim como os constituintes abióticos de seu biótipo.


Um maior número ou variedade de espécies ou diversidade biológica de um ecossistema pode contribuir para uma maior resiliência do ecossistema, porque há mais espécies presentes no local para responder a mudanças e assim "absorver" ou reduzir seus efeitos. Isso reduz o efeito antes da estrutura do ecossistema mudar para um estado diferente. Esse não é sempre o caso e não há nenhuma prova da relação entre a diversidade de espécies em um ecossistema e sua habilidade para prover um benefício a nível de sustentabilidade. Florestas tropicais úmidas produzem muito pouco benefício e são extremamente vulneráveis a mudança, enquanto florestas temperadas rapidamente crescem de volta para seu estado anterior de desenvolvimento dentro de um lifetiome após cair ou a floresta pegar fogo.[carece de fontes] Algumas pradarias tem sido exploradas sustentavelmente por milhares de anos (Mongólia, turfa européia, e mooreland communities).[carece de fontes]
O termo ecossistema pode também ser usado para ambientes criados pelo homem, como ecossistemas humanos e ecossistemas influenciados pelo homem, e pode descrever qualquer situação na qual há uma relação entre os organismos vivos e seu ambiente. Atualmente, existem poucas áreas na superfície da terra livres de contato humano, apesar de algumas áreas genuinamente wilderness continuem a existir sem qualquer forma de intervenção humana.
[editar]Biomas

Ver artigo principal: Bioma


Bioma é, terminologicamente, similar ao conceito de ecossistemas, e são áreas na Terra climática e geograficamente definidas com condições climáticas ecologicamente similares, como uma comunidades de plantas, animais e organismos do solo, geralmente referidos como ecossistemas. Biomas são definidos na base de fatores como estrutura das plantas (como árvores, arbustos e grama), tipo de folha (como broadleaf e needleleaf), e clima. Ao contrário das ecozonas, biomas não são definidos pela genética, taxonomia, ou similaridades históricas. biomas são normalmente identificados com padrões particulares de sucessão ecológica e vegetação clímax.

[editar]Ciclos biogeoquímicos

Ver artigo principal: Ciclo biogeoquímico
Um ciclo biogeoquímico é o percurso realizado no meio ambiente por um elemento químico essencial à vida. Ao longo do ciclo, cada elemento é absorvido e reciclado por componentes bióticos (seres vivos) e abióticos (ar, água, solo) da biosfera e, às vezes, pode se acumular durante um longo período de tempo em um mesmo lugar. É por meio dos ciclos biogeoquímicos que os elementos químicos e compostos químicos são transferidos entre os organismos e entre diferentes partes do planeta.
Os mais importantes são os ciclos da água, oxigênio, carbono, nitrogênio e fósforo.[26]
O ciclo do nitrogênio é a transformação dos compostos contendo nitrogênio na natureza.
O ciclo da água, é o contínuo movimento da água na, sobre e abaixo da superfície da Terra. A água pode mudar de estado entre líquido, vapor e gelo em suas várias etapas.
O ciclo do carbono é o ciclo biogeoquímico no qual o carbono é passado entre a biosfera, pedosfera, geosfera, hidrosfera e a atmosfera.
O ciclo do oxigênio é o movimento do oxigênio dentro e entre os três maiores reservatórios: a atmosfera, a biosfera e a litosfera. O principal fator do ciclo do oxigênio é a fotossíntese, que é responsável pela composição atmosférica e pela vida na Terra.
O ciclo do fósforo é o movimento do fósforo pela litosfera, hidrosfera e biosfera. A atmosfera não possui um papel significativo no movimento do fósforo porque o fósforo e componentes fosfóricos são normalmente sólidos nos níveis mais comuns de temperatura e pressão na Terra.
Ciclos biogeoquímicos

Ciclo do nitrogênio



Ciclo da água



Ciclo do carbono



Ciclo do oxigênio

[editar]Desafios



O ambientalismo é um largo movimento político, social, e filosófico que advoca várias ações e políticas com interesse de proteger a natureza que resta no ambiente natural, ou restaurar ou expandir o papel da natureza nesse ambiente.
Objetivos geralmente expressos por cientistas ambientais incluem:


Redução e limpeza da poluição, com metas futuras de poluição zero;
Reduzir o consumo pela sociedade dos combustíveis não-renováveis;
Desenvolvimento de fontes de energia alternativas, verdes, com pouco carbono ou de energia renovável;
Conservação e uso sustentável dos escarsos recursos naturais como água, terra e ar;
Proteção de ecossistemas representativos ou únicos;
Preservação de espécie em perigo ou ameaçadas de extinção;
O estabelecimento de reservas naturais e biosferas sob diversos tipos de proteção; e, mais geralmente, a proteção da biodiversidade e ecossistemas nos quais todos os homens e outras vidas na Terra dependem.
Grandiosos projetos de desenvolvimento - megaprojetos - colocam desafios e riscos especiais para o ambiente natural. Grandes represas e centrais energéticas são alguns dos casos a citar. O desafio para o ambiente com esses projetos está aumentando porque mais e maiores megaprojetos estão sendo construídos, em nações desenvolvidas e em desenvolvimento.[27]

terça-feira, 19 de julho de 2011

Perspectiva

INTRODUÇÃO
Falar de Perspectiva é;
Perspectiva é um termo de significado amplo que possui as seguintes acepções, ainda que elas sejam bastante relacionadas umas com as outras.
Ou numa forma (visão). É um aspecto da percepção visual do espaço e dos objectos nele contidos pelo olho humano. Depende de um determinado ponto de vista e das condições do observador. A perspectiva, neste caso, corresponde a como o ser humano apreende visualmente o seu ambiente, sendo confundida com a ilusão de óptica. Por exemplo, as linhas paralelas de uma estrada, relativamente a um observador nela situado, parecerão afunilar-se e tenderão a se encontrar na linha do horizonte. Vem do latimspec, que significa visão.
















DESENVOLVIMENTO
Perspectiva é a arte de figurar no desenho as distâncias diversas que separam entre si os objectos representados.
Perspectiva (gráfica). É um campo de estudo da geometria e, em especial, da geometria descritiva. É usada como método para representar em planos bidimensionais (como o papel) situações tridimensionais, utilizando-se de conhecimentos matemáticos e físicos, decorrentes do fenómeno explicado no tópico anterior, para passar a ilusão ao olho humano. Divide-se em várias categorias e foi desenvolvida pelos artistas do Renascimento.
Perspectiva (cognitiva). Na teoria cognitiva, é a escolha de um contexto ou referência (ou o resultado desta escolha) de onde se parte o senso, a categorização, a medição ou a codificação de uma experiência, tipicamente pela comparação com outra. Pode-se posteriormente reconhecer diversos significados de diferença sutil, como o ponto de vista, o Weltanschauung, o paradigma.
 Perspectiva (revista). Um suplemento mensal do jornal Público.
Define-se a perspectiva como a projeção em uma superfície bidimensional de um determinado fenômeno tridimensional. Para ser representada na forma de um desenho (conjunto de linhas, formas e superfícies) devem ser aplicados mecanismos gráficos estudados pela Geometria descritiva, os quais permitem uma reprodução precisa ou analítica da realidade tridimensional.
O fenômeno perspéctico manifesta-se especialmente na percepção visual doser humano — o qual é tratado no artigo perspectiva (visão)— Tal fenômeno faz com que o indivíduo perceba, por exemplo, duas linhas paralelas como retas concorrentes. Esta é apenas uma das formas que a perspectiva, enquanto manifestação gráfica, pode ocorrer (a retina humana é considerada uma superfície tridimensional na qual a perspectiva é projetada): matematicamente existem outras formas, não percebidas pelo ser humano, de objetos tridimensionais serem representados.
Ainda que a perspectiva seja um dos principais campos de estudo da Geometria Descritiva, seu estudo é bastante anterior a ela. Os povos gregos já possuíam alguma noção do fenômeno perspéctivo, denominando-o como "escorço". Durante o período medieval, não só a técnica representativa da perspectiva se perdeu, mas também a visão de mundo dos indivíduos alterou-se, de forma que grande parte do conhecimento teórico a respeito do assunto se perdeu. Foi durante o período do Renascimento que a perspectiva foi profundamente estudada e desvendada, abrindo o caminho para o seu estudo matemático através da Geometria Descritiva, que a sistematizou.

HISTORIA

A percepção pelo homem de que seria possível representar em planos bidimensionais (como em uma parede, quando de um afresco, ou em uma folha de papel ou em uma tela) realidades tridimensionais ocorre paralelamente á própria História da Arte ocidental e ahistória do desenho. Ao longo de sua história, o homem sempre procurou utilizar-se dos suportes artísticos como meio de expressão (mesmo quando os movimentos artísticos de vanguarda procurassem dizer o contrário, como no caso das vanguardas abstratas). Porém, tratou-se de uma questão essencialmente ocidental a busca de uma reprodução fiel da visão humana no plano bidimensional: nota-se que na arte oriental (e com especial atenção para o sumi-e japonês), tal preocupação, ainda que não desapareça, manifesta-se com outras intenções. Nas tradições artísticas não-ocidentais, a perspectiva, pelo menos entendida em sua evolução ocidental, praticamente inexiste, visto que a visão de mundo e estética daquelas é diferente e eventualmente menosprezada pelo Ocidente. Em meados do século XIX, quando ocorre um contato maior entre Ocidente e Oriente, o diálogo entre a arte oriental e aquela praticada no ocidente (até então baseada em cânones que remontam ao Renascimento italiano) cria condições para que a própria visualidade ocidental venha a revolucionar-se: pintores ligados ao impressionismo, pós-impressionismo e ao art nouveau sentir-se-ão bastante influenciados por aquilo que se chamou japonismo e abriram caminho para o desmonte da perspectiva clássica (e, consequentemente, da própria forma de ver do homem).

Primórdios
Antes do surgimento da perspectiva, as pinturas e desenhos normalmente utilizavam uma escala para objetos e personagens de acordo com seu valor espiritual ou temático: em uma pintura egípcia, por exemplo, o faraó fatalmente era representado em tamanho várias vezes maior que o de seus súditos. Especialmente na arte medieval, a arte era entendida como um conjunto de símbolos, mais do que como um conjunto coerente. O único método utilizado para se representar a distância entre objetos era pela sobreposição de personagens. Esta sobreposição, apenas, criava desenhos pobres de temas arquitetônicos, de tal forma que o desenho de cidades medievais constituía-se, nestas representações, como um emaranhado de linhas em todas as direções e de forma incoerente.
Cabe notar, também, que se por um lado a perspectiva foi apenas plenamente desenvolvida com os estudos do Renascimento, em um primeiro momento, e com a geometria descritiva no século XVIII, por outro lado já na arte grega encontram-se esforços de aproximação à sua problemática. Entre todos os povos cujas manifestações artísticas podem ser consideradas pré-perspécticas, os gregos (e os romanos, em evolução à arte grega) são aqueles que mais próximo chegaram da perspectiva: em suas pinturas eles adotavam um método conhecido como escorço (que poderia ser definido como uma falsa perspectiva), ou perspectiva a espinha-de-peixe. Os gregos não conheciam o ponto de fuga, mas o escorço produzia resultados próximos do da perspectiva e com razoável ilusão de profundidade.

Ilustração da tradução em Francês antigo daHistoire d'Outremer de Guillaume de Tyr, c.1200-1300. As linhas em cada lado do templo deveriam, quando paralelas, encontrar-se em algum ponto. Elas não o fazem.

A base óptica da perspectiva foi definida no ano 1000, quando o matemático e filósofoárabe Alhazen, na sua obra Perspectiva, pela primeira vez demonstrou que a luzprojeta-se em forma cônica no olho humano. Isto era, teoricamente, suficiente para traduzir objetos de modo convincente em uma pintura, mas Alhalzen estava preocupado apenas com a óptica, não com representação. Traduções cônicas são matematicamente difíceis, de forma que a construção de um desenho utilizando-se delas seria bastante demorado.
Giotto foi um dos primeiros artistas italianos, já em um contexto que se aproximava do Renascimento naquele país, a utilizar-se de métodos algébricos para determinar a distância entre linhas. No entanto, tal método (que mais tarde seria desenvolvido plenamente por Bruneleschi), possuía deficiências e não retratava fielmente uma seqüência de linhas em um determinado campo visual. Uma das primeiras obras de Giotto no qual ele se utiliza deste método foi Jesus ante Caifás [1]. Embora esta obra não se encaixe nos métodos modernos, geométricos de determinação da perspectiva, ela fornece uma ilusão crível de profundidade e pode ser considerada como um passo importante na arte ocidental.















PROJEÇÕES EM PERSPECTIVA
A Geometria Descritiva define a perspectiva como um tipo especial de projeção, na qual são possíveis de se medir três eixos dimensionais em um espaço bi-dimensional. Desta forma, a perspectiva se manifesta tanto nas projeções cilíndricas (resultando na perspectiva isométrica quando ortogonal, ou em cavaleiras quando oblíquas), quanto nas projeções cônicas (resutando em perspectivas cônicas com um ou vários pontos de fuga).


Exemplo do funcionamento de uma projeção que resulta em uma perspectiva (o ponto O indica o observador)
A ideia básica por trás de qualquer projeção é a de que existem, como conjunto de elementos que possibilitam a perspectiva, um observador e um objeto observado. A perspectiva ocorrerá quando todos os pontos do objeto estiverem projetados em uma superfície (chamado de plano do quadro ou PQ) situado em uma posição qualquer. A linha que liga os pontos no objeto até seus respectivos pontos projetados no quadro (chamada deprojetante) deve possuir uma origem, a qual se encontra no observador (simplificado aqui como sendo apenas um ponto localizado no espaço). Ou seja, a forma de se projetar um ponto qualquer segunda a visão de um observador em um determinado quadro é ligando o observador até o ponto com uma linha reta e estendendo-a até o quadro.
Dependendo da posição do observador (que pode estar localizada em um ponto no espaço ou no infinito), do objeto (entre o quadro e o observador, ou antes ou depois) e do quadro, a projeção resultante será diferente, gerando as diversas categorias de perspectiva supracitadas, a serem resumidas nas seções seguintes.
Perspectivas em projeção cilíndrica ortogonal
Perspectiva isométrica


Exemplo de uma perspectiva isométrica
A perspectiva do tipo isométrica é um caso particular de projeção cilíndrica ortogonal. Ela ocorre quando o observador está situado no infinito (e portanto, as retas projetantes são paralelas umas às outras) e incidem perpendicularmente ao Plano de Quadro. O sistema deeixos da situação a ser projetada ocorrerá na perspectiva, quando vistos no plano, de forma equi-angular (em ângulos de 120º). Desta forma, é possível traçar uma perspectiva isométrica através de uma grelha de retas desenhadas a partir de ângulos de 30º.
Entre todas as perspectivas paralelas (não-cônicas), as isométricas são as mais comuns de serem utilizadas no dia-a-dia de escritórios de projeto (de arquitetura, engenharia, design, etc), devido à sua versatilidade e facilidade de montagem (é possível desenhar uma isométrica relativamente precisa utilizando-se apenas um par de esquadros). Ela, no entanto, apresenta desvantagens, dado que vários pontos nos objetos representados criam ilusões de óptica, ocupando o mesmo local no plano bidimensional, quando eles têm localizações efetivamente diversas no espaço.
A perspectiva isométrica foi bastante utilizada em jogos de computador que, não podendo simular os efeitos de uma perspectiva cônica devido às limitações tecnológicas, pretendia simular uma realidade tridimensional. Os jogos eletrônicos da série SimCity (em suas versões 2000 e 3000) ficaram célebres com a representação das cidades utilizando-se desta perspectiva.
Perspectivas em projeção cilíndrica oblíqua





Perspectivas paralelas oblíquas
As perspectivas paralelas oblíquas (eventualmente chamadas de cavaleiras ou militares) ocorrem quando o observador, situado no infinito, gera retas projetantes (paralelas, portanto) que incidem de forma não-perpendicular no Plano do Quadro. Desta forma, caso uma das faces do objeto a ser projetado seja paralela ao PQ, esta face estará desenhada em verdadeira grandeza (suas medidas serão exatamente iguais às da realidade) enquanto as demais sofrerão uma distorção perspéctica. Dependendo do ângulo de incidência das projetantes, o fator de correção a ser utilizado na mensuração das arestas será diferente.
Por exemplo, caso as retas projetantes incidam no PQ com ângulos de 45º, as faces a sofrerem distorção terão suas medidas, no quadro, reduzidas à metade do valor real.
Recebeu o nome de militar pois foi uma perspectiva bastante utilizada para simular situações de topografia de terreno em mapas destinados a fins de estratégia militar, quando se colocava a face paralela ao PQ correspondente ao plano do solo. Desta forma, quem via a perspectiva tinha a sensação de possuir uma visão de "olho-de-pássaro" sobre o terreno representado. Tal idéia foi aproveitada durante a fabricação dos primeiros jogos eletrônicos de estratégia e simulação, como a primeira versão do SimCity (com a evolução tecnológica, passou-se a utilizar cada vez mais a perspectiva isométrica no lugar da militar, o que oferecia uma maior sensação de tridimensionalidade, e posteriormente, adotou-se de vez a perspectiva cônica).
Alguns autores dividem as axonometrias ou perspectivas axonométricas em três categorias: isometria, dimetria ou trimetria. A isometria é a situação onde os três eixos (xyz) estão separados por 120 graus. A dimetria dá-se quando temos dois ângulos iguais. E a trimetria, por sua vez, dá-se quando as distâncias entre os eixos possuem ângulos distintos. A trimetria também é conhecida como anisometria, pois as medidas das unidades dos três eixos possuem diferentes escalas entre si. É, portanto, fundamental não confundirdesenho isométrico com perspectiva isométrica. Ainda, segundo esta classificação, podemos dizer tecnicamente que umaperspectiva cavaleira é uma perspectiva axonométrica dimétrica.

Exemplo de uma perspectiva cavaleira


Exemplo de uma cavaleira vista a "olho de pássaro", também chamada "perspectiva militar".
Perspectivas cônicas
As perspectivas cônicas são as mais comumente associadas à idéia de perspectiva, pois são aquelas que mais se assemelham ao fenômeno perspéctico assimilado pelo olho humano. Elas ocorrem quando o observador não está situado no infinito, e portanto todas as retas projetantes divergem dele.

Perspectiva de um ponto de fuga


Perspectiva de dois pontos de fuga


Perspectiva de três pontos de fuga ("vista de pássaro")


Perspectiva de três pontos de fuga
Perspectiva é um termo de significado amplo que possui as seguintes acepções, ainda que elas sejam bastante relacionadas umas com as outras.
Perspectiva (visão). É um aspecto da percepção visual do espaço e dos objetos nele contido.


CONCLUSÃO

Depois de uma breve investigação sobre a Perspectiva conclui que; a perspectiva é a forma encontrada pelo homem para representar figuras tridimensionais (altura, largura e comprimento) em uma superfície plana. Ao olharmos para um objeto, estamos determinando um ponto de vista. Portanto, ponto de vista (PV) é o ponto onde se supõe estar o olho do observador. Outro elemento importante na perspectiva é o ponto de fuga (PF). Quando uma figura é representada de forma que todas as suas linhas paralelas convergem num ponto do infinito. A perspectiva pode ser: Central, Lateral e angular.

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